O Novo PNE 2026-2036 é um conjunto de 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias para a educação brasileira. Seu foco é a inclusão, a valorização docente, o aumento de investimentos e a modernização do ensino.
Sua implementação é um marco importante da política educacional brasileira. E a Mind Lab participou ativamente desse processo.
Trouxemos para a discussão nossa visão sobre formação integral e de desenvolvimento socioemocional no PNE a partir dos nossos mais de 20 anos de experiência em educação. Os conceitos também já estão presentes na concepção de formação humana integral da BNCC.
Diálogos como este, entre entidades públicas e privadas, sempre enriquecem o debate, ainda mais no momento atual, que pede por soluções modernas e com capacidade de escala nacional. Veja abaixo como atuamos como interlocutores técnicos nesta discussão.
Participação no Congresso: as emendas e o debate técnico
Durante a tramitação do PL 2.614/2024, projeto que institui o Novo PNE 2026-2036, a Mind Lab submeteu um documento formal de sugestões de emendas à Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
O arquivo consta na lista oficial de Documentos Recebidos da 57ª Legislatura, ao lado de outras organizações e entidades nacionais.
Uma de nossas propostas centrais foi a reformulação da Estratégia 2.4:
Garantir o acesso a uma variedade de recursos que possibilitem a ampla participação das crianças, como brinquedos, livros, materiais pedagógicos, áreas de contato com a natureza e áreas externas e internas devidamente organizadas.
Sugerimos acrescentar à lista os jogos de raciocínio e exigir o uso de metodologias que promovam o desenvolvimento cognitivo e socioemocional.
O texto final da Lei 15.388, que regula o Novo PNE 2026-2036, incorporou o campo conceitual dessas propostas nas estratégias de competências socioemocionais e formação integral.
Alinhamento metodológico: socioemocional e educação digital
Diversas estratégias e objetivos presentes no Novo PNE 2026-2036 estão alinhadas à metodologia Mente Inovadora, desenvolvida pela Mind Lab desde 2006.
Por exemplo, a estratégia 6.6 determina a ampliação de atividades de ensino em tempo integral:
6.6) orientar a aplicação da gratuidade de que trata o art. 13 da Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009, em atividades de ampliação da jornada escolar de alunos (as) das escolas da rede pública de educação básica, de forma concomitante e em articulação com a rede pública de ensino;
Por meio dos jogos de raciocínio e metacognição da Mind Lab, escolas têm acesso a materiais que desenvolvem funções executivas e habilidades socioemocionais no contraturno. Inclusive, já temos parcerias com redes públicas de todas as regiões do Brasil, funcionando nesse formato.
Já o Objetivo 7 do Novo PNE 2026-2036 estabelece as diretrizes sobre conectividade, incluindo seu uso responsável, ético, crítico e criativo.
Defendemos publicamente a ideia de que infraestrutura tecnológica sem pedagogia não funciona. Essa posição, apresentada no Edtechs 2026, dialoga com as diretrizes do MEC sobre as novas tecnologias, como a Inteligência Artificial.
Nesse quadro, o socioemocional é a base para o letramento digital. Isto é, estudantes com habilidades de planejamento, autorregulação e tomada de decisão podem fazer um uso realmente crítico e mais saudável das novas tecnologias.
O alinhamento com as competências gerais da BNCC percorre o mesmo caminho:
- Pensamento científico, crítico e criativo (competência 2): os jogos de estratégia do Mente Inovadora treinam análise de situações, antecipação de consequências e resolução de problemas.
- Cultura digital (competência 5): a mediação pedagógica prepara o estudante para uso responsável de ferramentas digitais;
- Autoconhecimento e autocuidado (competência 8): ocorre por meio da resiliência, empatia e regulação emocional, desenvolvidas dentro das dinâmicas dos jogos.
Eficiência e escala via parcerias público-privadas
O Novo PNE 2026-2036 organiza a execução das metas para a educação pública em regime de colaboração federativa. No entanto, há um problema: a capacidade técnica e financeira dos municípios é desigual e, infelizmente, o mesmo vale para a vontade política dentro das redes.
Defendemos que modelos de gestão compartilhada, como as Parcerias Público-Privadas, são uma solução complementar para modernizar a infraestrutura pedagógica.
Nas PPPs educacionais, ocorre uma divisão das responsabilidades, investimentos e riscos do projeto. O poder público lida com o aspecto pedagógico, enquanto o parceiro privado apoia a viabilização dos projetos, sendo remunerado quando metas de qualidade (previamente estipuladas em contrato) são alcançadas.
Acreditamos que parcerias deste tipo permitam que mais redes alcancem o ritmo que o plano exige.
A alta capilaridade da Mind Lab
Pesquisadores da FINEDUCA identificam a Mind Lab como um dos cinco principais atores privados presentes nas redes públicas municipais de grande porte.
Um estudo publicado nos Anais do XIII Encontro Anual da associação (2025) destaca a presença em capitais e cidades populosas. Nessas redes, a execução das metas educacionais passa pela contratação de serviços pedagógicos estruturados. A Mind Lab é um dos fornecedores com maior capilaridade nesse segmento.
O que sustenta esse modelo são os resultados. A metodologia Mente Inovadora tem impacto comprovado nas áreas de matemática e língua portuguesa.
Redes parceiras registram crescimento médio de 0,8 no IDEB, o que é superior à média nacional. Ao longo de sua trajetória, a Mind Lab já impactou mais de 20 milhões de pessoas, capacitou cerca de 200 mil professores e alcançou índice de aprovação superiores a 90% entre gestores públicos.
O Novo PNE 2026-2036 como ponto de partida para o próximo decênio
A Lei 15.388/2026 cria a base jurídica para metodologias baseadas em evidências e indica possibilidades de parcerias educacionais. Esta lógica está presente em diversas estratégias, como a 4.15, que estimula pesquisa aplicada para estimular a inovação.
O compromisso da Mind Lab é contribuir para que esse marco legal tenha impacto concreto nas salas de aula até 2034. Nossa abordagem tem duas frentes principais:
- Oferecer uma metodologia consolidada, com presença nacional em redes públicas e de impacto comprovado;
- Apoiar a estruturação de PPPs de aprendizagem, que elevam a qualidade de ensino e dão escala aos projetos das redes públicas.
O próximo decênio abre uma janela importante para que o Brasil finalmente supere as suas históricas lacunas na educação.




