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Mind Lab no Edtechs 2026: Inteligência Artificial e o protagonismo humano na educação

Mind Lab no Edtechs 2026: Inteligência Artificial e o protagonismo humano na educação

Mind Lab no Edtechs 2026: Inteligência Artificial e o protagonismo humano na educação

No dia 24 de março de 2026, Brasília foi o palco de um dos debates mais relevantes sobre o futuro do ensino no país. Durante o evento Edtechs e as Escolas Públicas 2026, realizado no auditório da Telebras, lideranças do setor educacional e tecnológico se reuniram no painel “Perspectivas: O futuro da educação, IA e a realidade das escolas” para discutir como a inteligência artificial pode transformar a realidade das salas de aula brasileiras. Thiago Zola, Diretor de Educação da Mind Lab, foi um dos destaques do painel focado nas perspectivas para o futuro da educação, reforçando que a inovação tecnológica precisa estar acompanhada de formação docente e políticas de escala para ser efetiva.

A escala como fator determinante para a mudança real

A participação da Mind Lab trouxe uma reflexão profunda sobre a aplicação prática da tecnologia no sistema público. Thiago Zola foi enfático ao afirmar que a inteligência artificial não muda nada se os seus benefícios não alcançarem o sistema educacional em larga escala. Para o executivo, o avanço da IA no ensino depende menos da sofisticação dos algoritmos e muito mais da capacidade das redes em superar gargalos históricos. Entre os obstáculos citados por Zola estão a infraestrutura deficiente em diversas regiões, a sobrecarga de trabalho dos professores e uma gestão escolar que ainda carece de processos profissionalizados para lidar com a inovação.   

O abismo entre o uso dos alunos e a orientação pedagógica

Um dos pontos centrais da fala de Zola foi a apresentação de dados alarmantes sobre o comportamento dos estudantes. Tomando como base o cenário do estado de São Paulo, o diretor da Mind Lab revelou que 70% dos alunos do ensino médio já utilizam ferramentas de IA em seu cotidiano extraescolar. No entanto, apenas 32% desses jovens receberam qualquer tipo de orientação institucional sobre o tema. O dado que mais preocupa a Mind Lab é que somente 19% desses estudantes foram orientados diretamente por seus professores. Esse vácuo de mediação pedagógica cria um risco para o desenvolvimento do senso crítico, deixando os alunos vulneráveis a usos superficiais ou eticamente questionáveis da tecnologia.   

IA como copiloto e a preservação do raciocínio lógico

Thiago Zola defendeu que a inteligência artificial deve ser encarada como um copiloto no processo de aprendizagem, funcionando como um suporte e nunca como uma substituta do esforço intelectual. Ele relatou uma percepção de queda na capacidade de resolução de problemas quantitativos e lógicos desde que os modelos generativos se popularizaram, o que reforça a necessidade de um uso dosado e estratégico. Para Zola, o foco da escola deve ser ensinar os alunos a formularem as perguntas adequadas, garantindo que o protagonismo continue sendo do estudante e do professor.   

Transparência e o fortalecimento das habilidades humanas

Para que a integração da tecnologia ocorra de forma segura, o Diretor de Educação da Mind Lab propôs que cada escola estabeleça políticas internas claras, garantindo total transparência para pais e educadores. Ele reiterou que o maior desafio da educação contemporânea não é técnico, mas humano. O objetivo deve ser o fortalecimento de competências que as máquinas não podem replicar, como a capacidade crítica, a resolução de problemas complexos e a tomada de decisão ética. Essas são as bases que sustentam a metodologia da Mind Lab, que prepara mentes para interagir com a tecnologia sem perder a autonomia de pensamento.   

Formação docente e conectividade significativa

O debate em Brasília contou também com a participação de Maria Rehder, da UNESCO, e da reitora da UnB, Rozana Reigota Naves, que concordaram com Zola sobre a urgência da formação docente. Enquanto a tecnologia avança em ritmo acelerado, o corpo docente precisa de suporte contínuo para atuar como mediador de saberes. A Mind Lab contribui para esse cenário através de parcerias estratégicas e iniciativas como o programa #TôComProf, que foca na valorização do educador. Além disso, líderes governamentais discutiram a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), ressaltando que a conectividade só é significativa quando gera impacto pedagógico real e reduz as desigualdades sociais.   

Metodologia Mind Lab e o futuro das Parcerias Público-Privadas

A visão apresentada por Thiago Zola está intrinsecamente ligada à trajetória da Mind Lab no Brasil. Através do Programa Mente Inovadora, a empresa utiliza jogos de raciocínio para desenvolver as funções executivas e as habilidades socioemocionais exigidas pela BNCC. Ao treinar o cérebro para processos de planejamento e antecipação, a metodologia prepara os alunos para usar a IA de forma produtiva. A empresa também defende as Parcerias Público Privadas (PPPs) de aprendizagem como o motor necessário para levar essa inovação a todos os municípios, garantindo resultados mensuráveis de aprendizagem e uma gestão focada no desenvolvimento integral do cidadão.

A conclusão do evento Edtechs 2026 reforça que o sucesso da inteligência artificial na educação brasileira depende de um compromisso coletivo com a ética, a escala e, acima de tudo, a valorização humana. A Mind Lab reafirma sua missão de ser protagonista nessa jornada, unindo a inovação tecnológica à profundidade pedagógica para construir uma escola pronta para os desafios do futuro.   


FONTE: tele.síntese – 24/03/2026

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