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Bett Brasil 2026: Mind Lab debate o futuro das parcerias entre o público e o privado na educação

Bett Brasil 2026: Mind Lab debate o futuro das parcerias entre o público e o privado na educação

Bett Brasil 2026: Mind Lab debate o futuro das parcerias entre o público e o privado na educação

Na Bett Brasil 2026, Alexandre Pessatte, Diretor de Concessões da Mind Lab, participou do painel “Juntos ou Paralisados? O Futuro das Parcerias entre o Público e o Privado na Educação Brasileira”, realizado em 7 de maio de 2026. No evento, maior feira de tecnologia educacional da América Latina, ele defendeu que as parcerias público-privadas na educação são, antes de tudo, instrumentos de qualificação do gasto público e apontou os caminhos para que esses contratos evoluam além da infraestrutura e passem a contribuir diretamente para os resultados de aprendizagem nas redes públicas brasileiras.


PPPs como instrumento de qualificação do gasto público

Uma das teses centrais apresentadas por Pessatte no painel foi direta: “PPPs são instrumentos de qualificação do gasto público.” Para ele, o modelo se diferencia de outras formas de contratação justamente pela lógica de responsabilização que carrega. “O contrato é fiscalizado e penalizado se não entregar um trabalho de qualidade”, afirmou.

Essa lógica de accountability é o que distingue as PPPs educacionais dos modelos tradicionais de obras e serviços públicos. Pessatte foi preciso ao apontar um problema crônico do setor: “Estamos acostumados a ver obras públicas paralisadas porque elas não têm a gestão inteligente de recursos das PPPs.”

Ao transferir ao parceiro privado a responsabilidade pela entrega e manutenção, o modelo cria incentivos estruturais que inexistem em contratos convencionais e que sustentam os próprios pilares das PPPs ao longo de todo o prazo contratual.

Além disso, o Diretor de Concessões da Mind Lab destacou um efeito muitas vezes negligenciado no debate público: a PPP libera o poder público de usar o dinheiro que seria investido em infraestrutura em outras iniciativas educacionais. Em outras palavras, ao garantir que o parceiro privado cuide do ambiente físico das escolas, o Estado pode realocar recursos para o que mais importa pedagogicamente.


O problema crônico de infraestrutura e o papel das PPPs

Pessatte reforçou que as parcerias entre o público e o privado na educação endereçam um problema histórico das redes públicas brasileiras: o deficit de infraestrutura e, por consequência, o deficit de oferta de vagas. Escolas sem condições básicas de funcionamento comprometem não apenas o conforto de alunos e professores, mas a própria capacidade do sistema de ampliar o atendimento.

O tamanho desse mercado já começa a se tornar mais visível. Análises recentes apontam para um potencial de R$ 800 bilhões em PPPs de escolas no Brasil, o que coloca a educação no centro da agenda de infraestrutura e investimento do país. A Bett Brasil 2026 foi mais um espaço em que esse movimento ganhou visibilidade e substância.

Também participou do painel José Aliperti, CEO da Astra Infraestrutura e Concessões Educacionais, que contextualizou o funcionamento operacional das PPPs. Aliperti lembrou que o Brasil já acumula 12 anos de experiência com PPPs de infraestrutura escolar em Belo Horizonte e que, ao visitar essas escolas, é possível perceber um desejo de docentes e funcionários de permanecerem naqueles ambientes. Ele também mencionou o contrato firmado com o governo de São Paulo para a construção de 16 escolas para 17 mil alunos, com manutenção, cozinha, acessos e limpeza inclusos, e foi direto ao resumir o problema que as PPPs resolvem: “É impensável a realidade de que algumas escolas no país não têm nem água potável.”


O futuro das PPPs: além do tijolo, os indicadores de aprendizagem

A parte mais prospectiva do debate foi conduzida por Pessatte ao apresentar a tendência que ele vê se consolidar no setor: as parcerias público-privadas deixando de ser apenas ferramentas de melhoria de infraestrutura para se tornarem contratos que também contribuem para a melhora de indicadores de aprendizagem e frequência escolar.

Como exemplo concreto, ele citou a licitação de Minas Gerais, que incorporou um sistema de bonificação para empresas contratadas que colaboram com a melhora de indicadores como os da avaliação do SAEB. Trata-se de um movimento que conecta a lógica financeira do contrato ao resultado educacional real, criando bônus de indicadores finalísticos para que as empresas tenham o olhar de auxiliar os gestores escolares.

Esse horizonte já vinha sendo debatido pela Mind Lab. No episódio 2 do Mind Talks, podcast da empresa dedicado às PPPs na educação, Alexandre Pessatte aprofundou exatamente essa transição: de contratos centrados na estrutura física para modelos que incorporam responsabilidade sobre os resultados de quem aprende dentro dessas escolas. O debate na Bett Brasil 2026 deu continuidade e atualidade a essa discussão, diante de uma audiência formada por gestores, especialistas e tomadores de decisão de todo o Brasil.

Essa perspectiva está também alinhada ao que Ivan Pereira, CEO da Mind Lab, argumentou em artigo para a Agência iNfra: as PPPs têm potencial de se tornar motores da equidade educacional, desde que sejam desenhadas com ambição pedagógica, não apenas construtiva.


Da modelagem ao impacto: como o diagnóstico define a PPP

Pessatte também abordou o processo de modelagem dos contratos. Para ele, quando se elabora uma PPP, o olhar tem que ser voltado para endereçar os problemas da rede e da comunidade. O ponto de partida é sempre o diagnóstico: quais são os problemas reais daquele território? Qual é o prognóstico possível com os recursos disponíveis?

Na prática, isso significa que o governo faz um diagnóstico, traça o projeto e define algumas diretrizes. Mas quando a PPP é contratada, não há microgerenciamento além das especificações. É justamente aí que o impacto finalístico ganha relevância: no espaço entre o contrato e a entrega, há uma oportunidade de trazer valor real e resultado concreto ao que será implementado.

Exemplos práticos desse processo já estão em curso. A expansão das PPPs em Maceió, com a Mind Lab como parceira estratégica, ilustra como o diagnóstico territorial orienta um contrato que vai além da obra e contempla o desenvolvimento integral dos estudantes. É a lógica que Pessatte descreveu no painel em ação: olhar para o território, entender a rede e projetar um prognóstico de transformação.

Essa abordagem conecta a modelagem contratual aos pilares da gestão educacional que sustentam qualquer rede de ensino de qualidade, reforçando que a PPP não substitui a gestão pública, mas cria as condições estruturais para que ela funcione melhor.


A percepção negativa sobre as PPPs e como superá-la

Pessatte foi direto ao abordar a resistência que ainda existe em parte dos gestores públicos e da sociedade em relação ao modelo. Para ele, essa percepção negativa é momentânea e decorre, fundamentalmente, da falta de entendimento sobre o escopo e as entregas previstas nos contratos. E ele resumiu sua posição com objetividade: “O que importa é o resultado.”

A observação de Aliperti no mesmo sentido reforça o ponto: parte do receio de diretores e gestores vem de não compreenderem o papel que a PPP desempenha, que se limita à infraestrutura e aos serviços de apoio, preservando integralmente a autonomia pedagógica. Currículo e professores continuam a cargo do Estado.

Esse esclarecimento é fundamental. Compreender, inclusive, a diferença entre PPP e concessão ajuda gestores a perceberem que estão diante de um instrumento específico, com escopo delimitado por contrato e fiscalização contínua, e não de uma privatização da educação pública.

O que as parcerias entre o público e o privado na educação fazem é criar condições estruturais para que professores e gestores exerçam seu trabalho com mais qualidade, sem precisar se preocupar com goteiras, falta de manutenção ou ausência de equipamentos básicos.


Bett Brasil 2026 e o lugar das PPPs na agenda educacional

A presença de Alexandre Pessatte na Bett Brasil 2026 reafirma o papel que a Mind Lab vem ocupando no debate sobre o futuro da educação pública no Brasil. O painel “Juntos ou Paralisados?” colocou em perspectiva o momento atual das parcerias entre o público e o privado na educação: um setor em expansão acelerada, com contratos cada vez mais sofisticados e uma tendência clara de incorporar resultados de aprendizagem como critério de avaliação e remuneração dos parceiros privados.

Para a Mind Lab, esse movimento representa exatamente o próximo passo que a empresa tem ajudado a construir: PPPs que vão além da infraestrutura e incorporam educação socioemocional no Brasil como componente estratégico de qualidade, equidade e transformação real na vida de alunos, professores e comunidades. Afinal, como a Mind Lab defende desde 2006, construir futuros exige mais do que construir prédios.


Quer saber mais sobre como a Mind Lab atua nas parcerias público-privadas em educação? Acesse nossa página de PPPs e descubra como podemos apoiar seu município ou estado.

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