Ivan Pereira, CEO da Mind Lab, falou à BNamericas sobre o crescimento dos contratos de parceria público-privada na educação brasileira. A matéria, publicada em 14 de setembro, detalha a PPP escolar em São Paulo que soma R$940 milhões (US$185 milhões) em investimentos projetados para 95 escolas da diretoria regional de São Mateus, na zona leste da capital. A consulta pública do projeto segue aberta até 21 de setembro, com previsão de beneficiar mais de 50 mil estudantes.
O que disse o CEO da Mind Lab sobre as PPPs escolares
Para Pereira, o poder público brasileiro não reúne recursos suficientes para reformar e preparar sozinho toda a rede escolar do país nas próximas décadas. A iniciativa privada entra como instrumento de aceleração desse investimento, “sem alterar a responsabilidade do Estado sobre a política educacional”, disse o executivo à BNamericas.
O CEO da Mind Lab também separou dois conceitos que costumam se confundir no debate público. PPP não é privatização da educação, afirmou. A gestão pedagógica permanece pública em qualquer modelo de concessão. O operador privado responde pela infraestrutura, pela manutenção, pela operação e pela prestação dos serviços definidos em contrato, nunca pelo currículo ou pela sala de aula. É a mesma divisão de papéis que sustenta outros contratos de PPPs de infraestrutura escolar pelo país.
Como funciona a PPP escolar em São Paulo
O contrato paulistano cobre a requalificação de acessibilidade, desempenho e segurança nas 95 unidades da região. O desenho vai além da obra física: prevê atividades de cultura, saúde e esporte por meio de parcerias com Centros Educacionais Unificados, com quatro escolas como ponto de partida, EMEF José Maria Whitaker, EMEF Cláudio Manoel da Costa, EMEF Armando de Salles Oliveira e EMEF Rubens Paiva. A Prefeitura ainda não fixou data de leilão. O modelo segue o papel das PPPs na gestão pública já replicado em outras capitais.
PPPs escolares no Brasil: crescimento com riscos
A BNamericas situa o caso paulistano dentro de um movimento nacional de crescimento das PPPs educacionais, à medida que estados e municípios buscam alternativa de investimento sob restrição fiscal. A reportagem mapeia outros seis projetos em estruturação, de Roraima ao Rio Grande do Sul, com leilões previstos entre 2027 e 2029.
Nem toda PPP chega tranquila à execução. Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, renegocia com o BNDES o contrato de uma PPP de creches leiloada em 2025, depois de atrasar parcelas e alegar dificuldade financeira. O caso ilustra por que estruturação jurídica e modelagem de risco pesam tanto quanto o volume do investimento na hora de uma PPP escolar sair do papel.
Leia a reportagem completa
A matéria da BNamericas traz o mapeamento completo dos projetos de PPP escolar em estruturação no país e a fala integral de Ivan Pereira sobre o tema.
São Paulo planeja PPP escolar de R$940 milhões (BNamericas)
A Mind Lab acompanha de perto a estruturação desses contratos e projeta ampliar sua atuação em PPPs sociais no país.




